Tanto o transporte marítimo como os portos devem ser pensados, não como entidades separadas, mas como componentes interligados, como duas peças de uma engrenagem" Koji Sekimizu , Secretário-Geral da IMO

sábado, 31 de janeiro de 2015

EVACUAÇÃO MÉDICA EM CONDIÇÕES ADVERSAS NO MAR DOS AÇORES


© Copyright vídeo e texto: Marinha Portuguesa.
O Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Ponta Delgada (MRCC Delgada), coordenou desde o dia 24 de novembro de 2014 a operação de evacuação médica de um tripulante do veleiro Bravura, de pavilhão norte-americano, que navegava no extremo sul da área de responsabilidade deste Centro, a cerca de 1000 milhas náuticas (1852 quilómetros) a sudoeste de Ponta Delgada – Ilha de S. Miguel.

O skipper da embarcação, de nacionalidade francesa e 56 anos de idade, encontrava-se em estado grave devido a uma queda sofrida a bordo, apresentando um diagnóstico de eventual traumatismo crânio-encefálico e fractura do membro superior direito. O pedido de auxílio ocorreu na madrugada do dia 24 de novembro, através do MRCC Falmouth em Inglaterra, informando que o veleiro, com 3 tripulantes a bordo, requeria apoio médico para um dos tripulantes acidentados. Contactado o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODUMAR) do INEM, foi identificada a necessidade de evacuação urgente do tripulante.

O MRCC Delgada assumiu a coordenação da ação e empenhou a Corveta Baptista de Andrade que iniciou uma viagem de cerca de 58 horas para ir ao encontro do veleiro e proceder à evacuação do paciente. Neste período de tempo, o CODUMAR efetuou vários contactos telemédicos para aferir o estado do tripulante acidentado e aconselhar quanto à terapêutica a aplicar.

Na tarde do dia 26, o paciente foi transportado para a Corveta Baptista de Andrade, onde foi assistido pela equipa médica de bordo, cuja avaliação,
em articulação com o CODUMAR, determinou a necessidade de prosseguir a evacuação com a máxima urgência. Assim, o MRCC Delgada solicitou a evacuação
por meio aéreo ao Centro de Busca e Salvamento Aéreo das Lajes (RCC Lajes), tendo aquele Centro empenhado um Helicóptero EH-101 Merlin da Esquadra 751,
proveniente da Base Aérea das Lajes (BA4), e um avião C130 da Esquadra 501 estacionado na Base Aérea do Montijo (BA6), para realizar o acompanhamento do Helicóptero, muito por força das más condições meteorológicas que se faziam sentir no local.

Dado que o raio de ação do helicóptero se situa nas 350 milhas náuticas (650 quilómetros), a Corveta, já com o paciente a bordo, navegou para norte
durante cerca de 40 horas, com mar bastante adverso, a fim de encurtar a distância e proceder ao transbordo do doente para o meio aéreo, o que veio a acontecer na manhã de 28 de novembro. O EH-101 aterrou ainda durante a tarde no heliporto do Hospital Divino Espírito Santo, local para onde o paciente foi transferido em situação estável.

Nesta missão foram contabilizadas cerca de 130 horas de navegação da Corveta Baptista de Andrade e 19 horas de voo das aeronaves, tendo o helicóptero realizado oito e o avião onze.

As condições meteorológicas na zona de operações bastante adversas, com ondulação de 7 metros e ventos na ordem dos 90 quilómetros por hora.

Devido ao raio de ação do helicóptero se situar nas 350 milhas náuticas (650 quilómetros), a Corveta, já com o paciente a bordo, navegou para norte durante cerca de 40 horas, com mar bastante adverso, a fim de encurtar a distância e proceder ao transbordo do doente para o meio aéreo.
o que veio a acontecer na manhã de 28 de novembro. O EH-101 aterrou ainda durante a tarde no heliporto do Hospital Divino Espírito Santo, local para onde o paciente foi transferido em situação estável.

Com mar bastante adverso encurtou assim a distáncia e proceder ao transbordo para o meio aéreo EH-101

Grande intervenção de beneficiação na "Ariel"


© Copyright fotos: Dr. Pedro Carvalho, S. Miguel.
Algumas interessantes fotos da autoria do Amigo, Dr. Pedro Carvalho, referentes aos trabalhos de manutenção da lancha, "Ariel", que decorrem na empresa TecniNáutica, em S. Miguel. As fotos são bem elucidativas da dimensão dos trabalhos de beneficiação a decorrer,  a instalação de ar-condicionado será uma delas.
Esta pequena lancha foi construída em, 2008, nos Estaleiros Navais de Peniche, e é propriedade da empresa pública, Antlânticoline, estando afecta à ligação entre a ilha das Flores e do Corvo.
 Nome: Ariel
Ano de construção: 2008
Designer: Camarc Design
Construção: Estaleiros Navais de Peniche
Casco: GRP
Máquinas: 2 x Volvo D9, 425 HP @ 2200 rpm
Velocidade máxima: 23 Knots
Systems by: Estaleiros Navais de Peniche
Artigos relacionados:Lancha, "Ariel" em escala no porto da Horta
                                  "Ariel", "navegando" nas estradas de S. Miguel

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

A bordo do navio "Sete Cidades" (vídeos)


© Copyright vídeos e fonte: Nuno Mota Gomes/ Canal Youtube
© Copyright foto: Tito Nóia, Flores.
A Transinsular, celebra hoje  30 anos de existência, Parabéns! 
Para assinalar a data achei oportuno partilhar dois excelentes vídeos efectuados por, Nuno Mota Gomes,  a bordo do navio, "Sete Cidades" um dos navios da frota do maior armador português - Transinsular.
Durante 11 dias, Nuno Gomes, convive com os tripulantes que fazem do mar vida, passa por algumas das Ilhas dos Açores e partilha a sua experiência pessoal nesta aventura.

História da empresa



A Transinsular foi constituída por iniciativa do Governo Português em Outubro de 1984 na sequência do processo de extinção das empresas públicas CTM (Companhia de Transportes Marítimos) e CNN (Companhia Nacional de Navegação).


Em 1987 dá-se a abertura da empresa a accionistas privados, concretizada através da venda, pelos accionistas Estado e IPE-Investimentos e Participações do Estado, de 30% do seu Capital Social, e em 1990 o estado aliena a totalidade da participação que ainda detinha na empresa, passando o seu controlo a ser detido pela TIGEST, SGPS.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

NRP "Figueira da Foz", em Angra do Heroísmo




© Copyright fotos e vídeo: João Mendonça, Angra Heroísmo.
Usando as palavras do meu Amigo, João Mendonça, autor destas belas fotos, ontem foi "Dia de São Vapor", no Porto das Pipas em Angra do Heroísmo, pois aportou (pela primeira vez, acho eu)o NRP Figueira da Foz. (Em breve vídeo)


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

"Funchalense 5", na Naval Rocha


 © Copyright fotos: Tiago Simões, Lisboa.
Navio "Funchalense 5",  da Empresa de Navegação Madeirense, nos estaleiros da Naval Rocha em Lisboa, fotografado pelo Amigo Tiago Simões.
Depois de anteriormente este armador tem optado pelos estaleiros de Astican em Las Palmas, desta vez optou por estaleiros nacionais, ainda bem!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

"Queen Victoria" e "Ponta do Sol", em Ponta Delgada



 Navio de cruzeiros "Queen Victoria", da famosa Cunard, e o, "Ponta do Sol",  da Transinsular, fotografados dia 23 do corrente mês em Ponta Delgada, pelo Amigo António Simas.
© Copyright fotos: António Simas, S. Miguel.

P.O.L. como contrapartida

Um dos temas mais actuais nos Açores, é a decisão dos EUA de reduzir o seu contingente militar e civil na Base das Lajes, ilha Terceira,  e o consequente impacto negativo na economia da ilha.
O Governo Regional face a este brutal impacto negativo na economia da ilha elaborou o "Plano de Revitalização Económica da Ilha Terceira" (PREIT), onde consta uma série de medidas a implementar que visam atenuar as consequências desta decisão.
Algumas dessas medidas dizem respeito à área dos transportes, nomeadamente investimentos no Aeroporto das Lajes e no Porto Oceânico. Ler documento completo AQUI.
Numa altura em que se projecta investimentos no Porto da Praia da Vitória, achei conveniente relembrar um artigo aqui publicado, que sugeria que se movê-se a respeito do P.O.L. uma magistratura de influência diplomática junto do governo dos EUA de forma a adaptar este terminal com as devidas e necessárias obras para ali criar o futuro caís de cruzeiros da ilha Terceira.
Julgo que perante o cenário actual, esta seria a altura certa que que tal viesse a acontecer!
Artigo relacionado: Potencialidades do Porto da Praia da Vitória.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Colegas do Porto de S. Roque

© Copyright foto: Aires Machado, Pico.
Os colegas, António Silveira e Mário Cunha, posando para a objectiva do colega, Aires Machado, após o serviço de varagem da traineira, "Pérola de São Mateus", ontem à tarde no porto Comercial de São Roque, Pico. Um Abraço para os colegas do Porto de S. Roque!
Nome: PÉROLA DE SAO MATEUS. 
Indicativo: CUUP2. 
Bandeira: Portugal. 
Porto de Registo: Horta. 
Matricula: H-225-C. 
Ano de Construção: 2000. 
Data de Entrada ao Activo: 25/05/2000. 
Pais de Construção: Portugal. Estaleiro Desconhecido. 
Construção de Casco: Fibra de Vidro. 
Comprimento Fora a Fora: 12,90 metros. 
Comprimento entre Perpendiculares: 11,09 metros. 
Arqueação Bruta: 17,99 toneladas. 
Porte Bruto: 24,92 toneladas. 
Potencia de Maquina: 161,81 kw. 
Tipo de Engrenagem Principal: Conjunto de Palangres. 
Porto de Registo Anterior: Angra do Heroísmo (2000-2012). 
Matricula Anterior: AH-819-C (2000-2012).  
Pesquisa de dados técnicos: Paulo Peixoto, Boston, EUA.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

"Furnas", e "Baía dos Anjos", hoje em Santa Maria






© Copyright fotos: Mário Silva, Santa Maria.
Navio porta-contentores, "Furnas", da Mutualista Açoreana, e o, "Baía dos Anjos", do armador Transportes Marítimos Parece Machado Lda., hoje no porto de Vila do Porto, Santa Maria, fotografados pelo Amigo, Mário Silva, Obrigado! 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Adeus, "EXPRESSO DAS ILHAS"




 Aproveitando a reportagem do Amigo, Miguel Nóia, envio um Abraço ao Mestre José Fernando e ao maquinista, Tomás, dois bons homens que passaram pelo porto da Graciosa.
 © Copyright fotos: Miguel Nóia, Faial.
O catamaran, "EXPRESSO DAS ILHAS", partiu do porto da Horta rumo ao porto de Portimão, na passada terça-feira dia 13 de Janeiro. Será uma viagem sem retorno, uma vez que este seguirá posteriormente para os Camarões, país do seu novo armador. 
É com saudade que o "vejo" partir uma vez que este prestou um bom serviço, no triângulo, mas também nas ligações com a Graciosa principalmente durante o período em que decorreu as obras de ampliação e realinhamento do porto.
Nome: EXPRESSO DAS ILHAS.
IMO: 8917041.
Bandeira: Portugal.
Porto de Registo: Horta.
Numero de Matricula: H-229-TL.
Class: Germanischer Lloyd.
Ano de Construção: 1990.
Data de Entrada ao Activo: 26/09/1990.
Estaleiro: Marinteknik Verkstads AB- Oregrund, Suecia. Casco#B73.
Construção de Casco: Alumínio.
Comprimento Fora a Fora: 34,00 metros.
Comprimento entre Perpendiculares: 27,01 metros.
Boca Máxima: 9,44 metros.
Pontal: 2,95 metros.
Arqueação Bruta: 286,00 toneladas.
Arqueação Liquida: 104,00 toneladas.
Porte Bruto: 100,00 toneladas.
Numero de Passageiros: 252.
Potencia de Maquinas: 2X M.T.U. (Alemanha), 12V396TE84, 165 X 185, 12 cilindros, 4,078 hp (3,000 kw), 2,000 rpm.
Velocidade de Serviço: 35,00 nos.
Potencia de Geradores Auxiliares: 128,00 kw.
Nomes Anteriores: Saud (1990-2002) e Baltic Spirit (2002-2003).
Trabalho de pesquisa de dados técnicos: Paulo Peixoto, Boston.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Estreia do NRP "Figueira da Foz", no porto da Graciosa













 © Copyright fotos: MM Bettencourt, Graciosa.
O NRP "Figueira da Foz", da Marinha Portuguesa, estreou-se hoje no porto da Graciosa, tendo dado entrada ás 8:30 horas e zarpou ás 14 horas. O navio cumpre a sua primeira missão de segurança e autoridade do Estado no mar dos Açores. Trata-se de um navio do tipo patrulha oceânico, de concepção e construção nacional. O NRP "Figueira da Foz", tem uma guarnição de 43 elementos (4 mulheres, incluindo o Imediato), com uma média de idades de 33 anos, comandada pelo Capitão-Tenente, Coelho Dias.
O Navio Patrulha Oceânico, "Figueira da Foz" foi construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo e foi aumentado ao efetivo dos navios da Armada em 25 de novembro de 2013. Foi concebido como navio não combatente, e destina-se prioritariamente a exercer funções de autoridade do Estado e a realizar tarefas de interesse público nas áreas de jurisdição ou responsabilidade Nacional.
© Copyright texto e dados técnicos: Marinha Portuguesa.
CARACTERÍSTICAS
Deslocamento 1850t
Comprimento 83,1m
Boca Máxima 12,95m
Calado 3,82m
PROPULSÃO
​Velocidade Máxima 21nós​

ARMAMENTO
1 Peça de artilharia Marlin 30 mm
1 Sensor Eletro-ótico SAGEM/VIGY
2 Radares de navegação KH Manta2000
Lançamento à água: 01-Out-2005
Aumentado ao efetivo: 25-Nov-2013

FACTOS
Navio particularmente vocacionados para atuar na zona económica exclusiva nacional desenvolvendo as seguintes tarefas:
-Busca e salvamento Marítimo;
-Fiscalização da pesca;
-Controlo dos esquemas de separação de tráfego;
-Prevenção e combate à poluição marinha;
-Prevenção e combate a atividades ilegais como o narcotráfico, imigração ilegal, tráfico de armas e outros ilícitos, em colaboração com outras autoridades nacionais.

Para além das tarefas referidas, estes navios têm capacidade para cooperar em:
-Operações militares de baixa intensidade;
-Ações decorrentes da promulgação do estado de sítio ou emergência;
-Apoio humanitário na sequência de desastre natural;
-Patrulha das águas territoriais e áreas críticas visando a manutenção da liberdade de utilização das águas e portos nacionais;
-Efetuar lançamento de minas em campos defensivos;
-Efetuar o transporte de forças militares de pequena dimensão.
PATRONO
Embora a elevação a cidade remonte aos finais do século XIX, as origens de Figueira da Foz remontam à pré-história. A sua situação estratégica e privilegiada, as margens do rico estuário e extensas praias levaram ao longo da história à fixação de numerosas civilizações que se dedicaram essencialmente ao comércio e à pesca.

A população foi fundada no século XI pelos serviços da Sé de Coimbra, desde então foi crescendo de forma constante tendo feito parte do reino suevo e mais tarde, foi conquistada aos mouros aquando a conquista de Coimbra por Fernando Magno em 1064. No decorrer do século XVI a população é assolada pelos constantes ataques piratas, foi então quando se mandou construir o Forte de Santa Catarina para a defesa da zona.

A grande dinâmica e riqueza produzida pelo seu porto fazem com que no princípio do século XVIII se verifique um incremento demográfico significativo, elevando-se à categoria de vila no ano de 1771, no reinado de D. José.

No início do Séc. XIX, o desenvolvimento da construção naval, o aumento do tráfego no porto motivado pela transferência do tráfego mercantil de Aveiro, devido ao assoreamento do seu porto, o acréscimo de banhistas e veraneantes, levou ao rápido crescimento do número de moradores (a população quase duplicou). O progresso foi tal que a 20 de setembro de 1882 foi elevada à categoria de cidade, reinava D. Luís I.

Nota: No cumprimento de uma promessa, dedico este post à memória do meu Amigo EN,  e aos seus colegas dos ex-ENVC, que construíram o NRP "Viana do Castelo", e o NRP "Figueira da Foz".